Faturamento eletrônico

Reino Unido: faturamento eletrônico obrigatório a partir de abril de 2029

Reino Unido faturamento eletrônico

Transformação Digital no Reino Unido: Faturamento eletrônico obrigatória

O HM Revenue and Customs (HMRC), o órgão encarregado de coletar os impostos que financiam os serviços públicos do Reino Unido, está passando pela sua mais profunda transformação em décadas. No centro dessa renovação está um objetivo claro: modernizar o sistema tributário e alfandegário para impulsionar o crescimento econômico, melhorar a experiência do contribuinte e fortalecer a conformidade fiscal.

O HMRC e o Departamento de Negócios e Comércio (DBT) lançaram uma consulta conjunta em 2025 para reunir opiniões sobre a padronização do faturamento eletrônico e aumentar sua adoção entre as empresas e o setor público do Reino Unido. 

Nos Orçamentos de 2025 do Reino Unido, o governo indicou que o uso do faturamento eletrônico será obrigatório para as faturas de IVA em transações B2B e B2G a partir de 1º de abril de 2029.

A rota para a Transformação Digital estabelece as bases para um objetivo de longo prazo: construir um sistema tributário e aduaneiro que se integre de forma fluida ao cotidiano das pessoas e às operações das empresas.Trata-se de um modelo baseado na simplicidade, com processos otimizados graças a tecnologias como inteligência artificial (IA), melhor integração de dados e serviços digitais mais acessíveis. Para a maioria dos contribuintes, isso se traduz em interações mais rápidas e claras com o HMRC. Não se trata apenas de uma atualização tecnológica, mas de uma reinvenção completa do sistema tributário.

Um marco importante será a integração da Valuation Office Agency (VOA) ao HMRC, programada para abril de 2026. A VOA é fundamental para o sistema tributário de propriedades na Inglaterra e no País de Gales, e sua incorporação permitirá reduzir os custos administrativos entre 5% e 10%, além de aprimorar os serviços para contribuintes e empresas.

A rota rumo a um modelo digital exige uma renovação profunda da infraestrutura. Serão feitos investimentos em plataformas de dados, inteligência artificial e segurança cibernética para simplificar os serviços e detectar não conformidades em tempo real. Também está planejado simplificar as regras fiscais e os limites de declaração, facilitando a compreensão das obrigações fiscais.

Nesse contexto, um dos pilares das reformas é a digitalização dos processos administrativos e fiscais, sendo o faturamento eletrônico uma ferramenta fundamental para avançar rumo a uma gestão mais ágil, transparente e eficiente. Com isso, eles pretendem reduzir encargos administrativos, melhorar a rastreabilidade das transações comerciais e combater a fraude fiscal, ao mesmo tempo em que aumentam a eficiência operacional nas organizações.

A implementação de um sistema de faturamento eletrônico trará uma transformação significativa nos procedimentos cotidianos das empresas do Reino Unido. Essa mudança está alinhada com tendências já consolidadas em diversos países da Europa e em outras regiões do mundo, onde a emissão de faturas eletrônicas se firmou como um padrão que facilita a automação de processos e fortalece a transparência financeira.

Em longo prazo, o objetivo é um sistema tributário que se conecte naturalmente com as ferramentas digitais que as pessoas e as empresas já utilizam. Do software de contabilidade integrado a novas tecnologias de pagamento, o HMRC quer que a conformidade fiscal se automatize e se torne quase invisível. A inteligência artificial (IA) terá um papel cada vez mais importante: desde ajudar a responder perguntas até resumir chamadas e apoiar os funcionários em suas tarefas administrativas.

Com ferramentas mais inteligentes, processos mais simples e um foco centrado no contribuinte, o HMRC se prepara para oferecer um sistema fiscal mais justo, acessível e pronto para o futuro.

Estratégia de digitalização no sistema sanitário NHS

O Departamento de Saúde do Reino Unido (DH) está implementando uma estratégia de compras eletrônicas para o Serviço Nacional de Saúde (NHS) e seus provedores. O ponto fundamental é agilizar e tornar mais eficiente o processo de contratação de bens e serviços.

Essa iniciativa visa transformar profundamente o gerenciamento de compras no setor de saúde, tornando-o mais ágil, eficiente, transparente e seguro. O objetivo é automatizar totalmente a troca de documentos importantes na cadeia de suprimentos, como pedidos, faturas, notas de crédito, notificações de remessa e também dados de produtos. A digitalização desses processos não só reduz tempos e erros humanos, mas também permite uma rastreabilidade muito mais precisa dos recursos. Isso é essencial em ambientes hospitalares, onde a eficiência pode impactar diretamente na atenção ao paciente.

Um pilar fundamental dessa estratégia é a adoção obrigatória de padrões internacionais, como GS1 e Peppol. Essas estruturas técnicas garantem a interoperabilidade entre diferentes sistemas, permitindo que os provedores do NHS se comuniquem sem atrito tecnológico, independentemente de suas plataformas. Ao trabalhar com esses padrões globais, o DH garante que a modernização do sistema de saúde britânico esteja alinhada com as melhores práticas internacionais em matéria de cadeia de suprimentos.

Nesse contexto, a EDICOM está posicionada como um aliado estratégico fundamental. Como um ponto de acesso Peppol credenciado, ele oferece uma solução abrangente que atende a todos os requisitos técnicos e regulamentares da estratégia. Sua plataforma oferece um catálogo eletrônico aprovado pela GS1 e serviços de automação que permitem a integração perfeita de mensagens EDI diretamente nos sistemas ERP dos fornecedores. Isso não só acelera os processos, mas também libera recursos humanos e melhora o controle sobre as operações, facilitando a evolução para uma gestão de saúde verdadeiramente digital.

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